AMOR PELA ETERNIDADE (UMA HISTÓRIA REAL) – Parte 2

Quando o Murilo desencarnou, em Janeiro de 1985, nem eu e nem o Wilson, que era seu melhor amigo, fomos avisados a tempo de irmos ao enterro.
Eu me negava a aceitar sua morte.
Eu não tinha visto seu corpo inerte, sem vida.
Para mim era surreal.
Algumas vezes telefonava para sua casa na esperança que ele fosse atender e, quando sua mãe, com aquela voz triste e abatida atendia, eu começava a chorar.
Foram muitos meses assim…
Em agosto de 1985 ele comunicou-se pela primeira vez, através de uma mensagem psicografada pelo próprio Wilson Natal, um médium experiente e sensível.
Nessa mensagem ele contou sobre o acidente e das sensações pós-morte.
Contou que, apesar de não poder falar, sentiu a minha presença e a do Wilson no hospital. Acreditamos que ele tenha se referido a um hospital no plano espiritual, pois sua morte foi instantânea e ele não ficou hospitalizado após o acidente.
Acho, até, que o plano astral providenciou para que eu e o Wilson não fôssemos avisados de sua morte para que guardássemos a lembrança dele cheio de vida.
Ele nos explicou que a nossa ligação – eu, o Wilson e ele, era de vidas passadas e por isso o amor que sentíamos um pelo outro e a tristeza pela sua partida tão repentina e prematura.
Ele agradeceu a visita que meus pais e o Wilson fizeram aos pais dele, levando-lhes palavras de conforto e amizade.
Ele contou que esteve presente naquele encontro e pôde sentir o abraço do pai e da mãe através dos meus pais e do Wilson.
Falou também de sua filha que acabara de nascer e da tristeza de não tê-la em seus braços. Pediu orações por ela e pelo seu pai.
Nessa mensagem ele também pediu ao Wilson para que fôssemos ao cemitério onde seu corpo havia sido enterrado e explicou:
“Vocês devem realmente ir ao cemitério. Lá vocês desmancharão os laços que os prendem a minha matéria e atarão laços ao meu espírito. É à beira da sepultura que elevamos nossos corações e pensamentos buscando aqueles que nos amam; depois, desprendidos, já não necessitamos lembrar do lugar onde está a nossa matéria, mas é bom, sempre, elevar o pensamento e saber que estamos, através de vibrações e pensamentos, junto de vocês. Que nosso espírito é livre.”
Um ano depois da sua morte, o Wilson Natal pediu minha companhia para fazer algumas coisas e, num sábado de manhã, saímos. Chegamos ao Cemitério do Araçá e fomos andando por aquelas alamedas. Como ele era um profundo conhecedor de História da Arte, ele foi me falando das esculturas e das obras sacras que preenchiam aqueles espaços sombrios.
Não me dei conta de onde estávamos indo, achei que o Wilson fosse ao túmulo de algum parente dele, mas, para minha surpresa e choque, nos deparamos como túmulo do Murilo.
Ali ele me disse: “Rô, aqui está. Fique o tempo que precisar”. E se afastou…
Com muito custo eu li a inscrição sobre a lápide, que dizia: “Murilo Cardoso Giacopini.
Nasceu em 24/05/1964
Morreu em 17/01/1985.”
Não sei quanto tempo fiquei ali parada, chorando.
Chorei, chorei até não ter mais lágrimas.
Os sentimentos que eu guardara por quase 1 ano e que estavam me sufocando, naquele momento foram dissipados, levados e lavados pelas lágrimas.
Já se passaram 29 anos e 4 meses desde a sua morte, mas hoje sei que ele está ainda mais vivo, trabalhando na seara do bem e espalhando sua luz e amor por onde passa.
Sou grata por sua amizade, por seu amor e pelos seus cuidados.
Fica na paz meu amigo de sempre.
Rossana Bentivoglio
12/05/14

 

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