Dificuldade de dizer NÃO

amor proprio

Muitas de nós temos uma grande dificuldade de dizer NÃO.

Aceitamos situações humilhantes e nos sobrecarregamos de tarefas e compromissos, simplesmente porque não conseguimos nos posicionar e dizer NÃO.

Aos olhos dos outros somos boazinhas, prestativas, fazemos tudo, sempre solícitas e amáveis.

Mas por trás dessa máscara da boazinha esconde-se uma pessoa infeliz, contrariada, anulada. Inconscientemente, usamos essa máscara para nos sentirmos aceitas num grupo, para receber amor ou para sermos importantes para alguém.

Em outras palavras, “compramos” o amor das pessoas com os nossos préstimos e isso é muito cruel – cruel para nós mesmas. Temos a sensação de que se negarmos algo ou deixarmos de fazer algo para alguém, perderemos o amor e atenção daquela pessoa.

Na infância, talvez tenhamos tido que exagerar nas adulações para nos sentirmos amadas pelos nossos pais. Fazíamos tudo por todos para sempre ouvir: “que menina boazinha”, “que amor de criança”.  E isso satisfazia o nosso ego.

Na escola, éramos a preferida da professora, carregando seus materiais extras, ajudando nas atividades, fazendo o trabalho para as colegas, só para nos sentirmos importantes e recebermos elogios. E assim nascia uma pessoa explorada pelos outros, sempre sobrecarregada e com medo de negar-se e perder a suposta amizade e admiração das “amigas”.

No trabalho,  nos sujeitamos a fazer horas extras, perder os finais de semana, levar serviço para casa, não reivindicar nossos direitos para não perder o posto de “queridinha do chefe”.  Vivemos sempre com medo de sermos demitidas e, sempre achando que alguém nos dará uma rasteira, fazemos ainda mais pela empresa sem receber nada em troca.

Em casa, fazemos tudo pelo marido, pelas crianças, cuidamos da casa, da comida, da roupa, das compras, da manutenção, da limpeza, da educação dos filhos e na maioria das vezes, temos nossos empregos e fazemos uma dupla jornada de trabalho, sem qualquer reconhecimento.

Na vida afetiva sujeitamo-nos a relacionamentos abusivos, passamos por situações vexatórias, prestamo-nos a papéis inimagináveis pelo medo de sermos abandonadas ou traídas. Tornamo-nos até escravas sexuais de nossos parceiros, somos desrespeitadas na nossa intimidade, mas não conseguimos dizer NÃO.

A base desse comportamento autodestrutivo é a falta de amor próprio. A pessoa que não se valoriza e não reconhece seu próprio valor fica a mercê da aprovação alheia. Fica dependente dos elogios e das migalhas que os outros jogam para ela. Há também uma dose de orgulho, pois pensa ser indispensável aos outros e nutre isso fazendo qualquer coisa para manter essas pessoas dependentes dela, por um fio invisível.

É comum pessoas assim atraírem para si relacionamentos com pessoas dependentes, doentes, carentes, pois é uma forma de exercerem o papel da boazinha.  Elas precisam sentir-se insubstituíveis, imprescindíveis.  E isso só alimenta esse ciclo doentio de fazer mais e mais pelos outros.

E, nesse processo de fazer pelos outros, elas esquecem de si mesmas. Elas não enxergam suas necessidades, suas questões internas, seus limites físicos e emocionais. Isso pode levá-las ao esgotamento físico e à depressão.

Não há outro remédio senão aprender  a valorizar-se, buscar pouco a pouco se posicionar e dizer NÃO a tudo o que é contra os seus princípios e valores. É necessário respeitar seus limites físicos, não se sobrecarregando de atividades extras.  Tirar um tempo para si e fazer coisas de que gosta. É preciso também desenvolver a humildade. Saber que é substituível e que não é o centro das atenções.

Na maioria das vezes esse processo é difícil e as pessoas que o experimentam muitas vezes são radicais e passam de um extremo a outro, tornando-se agressivas e recusando-se a tudo, sempre gerando muitos conflitos e sofrimentos.

O equilíbrio, o caminho do meio, é o ideal.  Saber dizer NÃO com amorosidade é um grande desafio.  Saber posicionar-se sem agredir o outro é uma arte.  Uma arte que poucos conseguem desenvolver, mas que é libertadora.

É preciso começar a dizer NÃO para as pequenas coisas, para os pequenos favores.  E, a medida que vai se tornando mais segura, começar a dizer NÃO para os grandes abusos.  É preciso perguntar-se diariamente:  “eu quero fazer isso?”,  “eu estou com vontade de ir naquele lugar ajudar aquela pessoa?”,  “eu vou deixar de fazer coisas para mim para fazer para os outros?”, “por que eu estou fazendo isso, para agradar o outro ou a mim mesma?”. 

Temos que aprender a sair do piloto automático, pois 88% das nossas ações e reações são comandadas pela nossa mente subconsciente.  Lá, estão armazenados padrões de comportamento, crenças, sentimentos e traumas e agimos por impulso, sem pensar.  É preciso tornar conscientes esses nossos mecanismos para, então, poder corrigi-los.  O grande segredo é viver o Aqui e Agora, estar sempre presente no que está fazendo, sem se deixar levar pelos impulsos.

Não é tarefa fácil, mas é o único caminho para o autoconhecimento e para uma vida mais livre e feliz.

No Sistema Cristais de Oz há várias Essências de Cristais que atuam nesse tipo de comportamento.  São essências que ajudam a resgatar a autoestima e o amor próprio e que dão mais segurança e estrutura emocional, permitindo resgatar a sua soberania e  independência.

Rossana Bentivoglio, Terapeuta Energética, Facilitadora do Sistema Cristais de Oz.

 

 

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