Conselho da preta-velha para Terapeutas e Trabalhadores da Luz

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Ontem, quando passei pela preta-velha no terreiro, ela me disse algumas coisas muito importantes. Compartilho aqui com todos os Terapeutas e trabalhadores da luz que conheço. 

  1. Você não é perfeita, para de querer ser perfeita! Coloque-se como um canal e deixe que os seres espirituais, Mestre St. German, Mestre Kuan Yin, façam o  trabalho deles. Eles sim são perfeitos, você não precisa ser. Apenas confie em você, você tem o dom e é amparada pela espiritualidade, esqueça as técnicas!  Siga sua intuição e seja um canal. 
  2. Não tenha medo de cobrar pelos seus serviços. Você vive disso, se dedica a isso, estudou. Se as pessoas têm dinheiro para se sujar por aí em bares e festas, elas também têm dinheiro para se limpar! Valorize o que você faz!  Caridade nós fazemos aqui no terreiro, lá você é profissional e tem que receber como profissional. Vocês aprenderam que “o que se recebe de graça, se dá de graça”. Só amor vocês recebem de graça e devem dar de graça!  Seu tempo e suas técnicas vocês têm que cobrar por isso.
  3. Tenha postura profissional – não entre no problema do cliente para não entrar na frequência dele. Seja como um médico que vê o paciente sofrer, mas mantém um certo distanciamento para poder curar. Não perca nunca a amorosidade, cuide de seu cliente com amor, mas sem entrar no problema.
  4. Faça sua limpeza energética para não carregar as cargas dos outros. A respiração ainda é o melhor método que utilizamos lá em Aruanda. Inspire luz branca e solte energia escura pela boca. Repita várias vezes, soltando energia cada vez mais clara,  até que soltará luz branca pela boca. Pronto, tá feita sua limpeza. 
  5. Não se desvie mais do seu caminho, continue sua jornada de luz. Anda com fé e você sempre será amparada pelos seus guias e amigos espirituais.

Rossana Bentivoglio

02/06/2018, Ribeirão Preto

Intuição

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Eu estava ansiosa para o dia do show chegar!  Eu tinha vinte e poucos anos e morava em São Paulo.

Quando uma das minhas amigas me ligou, dizendo que passaria na minha casa para irmos juntas comprar os ingressos, me arrumei, peguei o dinheiro no meu quarto e, ao descer as escadas do sobrado onde eu morava, algo me disse que eu não deveria ir ao show.

Abri o portão e ela estava lá me esperando com mais duas amigas no carro.  Eu disse que não iria mais. Ninguém entendeu, perguntaram se meu pai não havia deixado ou se eu estava sem dinheiro, se dispuseram a me ajudar, emprestariam dinheiro.  Mas eu não queria mais ir e não sabia o porquê. Fui firme na minha decisão e elas foram comprar os ingressos sem mim. Iam vários amigos, quase dez ao todo.

O dia do show chegou e a turma foi em dois carros.  Eu fiquei em casa.

Algumas horas depois o telefone tocou e era uma delas dizendo que eles haviam sofrido um grave acidente numa movimentada avenida de São Paulo – a 23 de Maio.  Houve um engavetamento e tinha vários carros envolvidos. Uma pessoa morreu em um dos carros, infelizmente, mas não era ninguém da nossa turma, graças a Deus!

Eles haviam sido socorridos e levados a diferentes hospitais.  Ela pedia que eu avisasse os pais dos nossos amigos, que os acalmasse, mas principalmente que omitisse dos pais dela que perderiam o controle, quando soubessem do acidente. Pediu ainda para ir para minha casa trocar de roupa, pois não poderia chegar em sua casa com as roupas sujas de sangue. E assim fizeram.  Quando foram liberados do hospital, foram à minha casa para trocar de roupas e minimizar o impacto junto aos seus pais.  

Nesse momento eu entendi porque eu havia perdido a vontade de ir ao show.  Entendi quem me avisou para eu ficar em casa, em pleno sábado à noite, enquanto a turma toda ia ao show da banda preferida.

É assim que a intuição funciona.  Na hora não entendemos o porquê, mas se aceitamos e respeitamos, em seguida temos a confirmação e a resposta.

Rossana Bentivoglio

Maio/2018

Salvamos uma vida

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Depois da morte do Murilo, meu primeiro namorado, levei um tempo para me refazer, mas a vida continuava.  Até mesmo por uma necessidade de ter alguém e sentir-me amada, comecei a namorar um outro moço.

Ele era meu amigo desde o tempo do ginásio e dessa amizade nasceu um relacionamento mais sério.

Aqui confesso que o que eu sentia por ele não era um amor carnal, de homem-mulher. Para mim, ele era muito mais como um grande amigo em quem eu podia me apoiar. Ele tinha uma história de vida muito trágica – seus pais haviam morrido de forma brutal (assassinato e suicídio) e assim nós dois nos apoiávamos. Ambos conhecíamos a dor da separação prematura. 

Ele era muito reservado, muito calado.  Não tocava no assunto da morte dos pais e eu, para não machucá-lo, respeitava seu silêncio.  Mas justamente por ele não manifestar sua tristeza, não falar sobre o assunto, não fazer terapia, essa dor se tornou insuportável para ele.

Numa sexta-feira fomos ao circo.  Sim, ao circo!  Há anos eu não ia num circo e naquela ocasião tivemos a oportunidade de assistir um lindo espetáculo.  Nós morávamos em São Paulo, era década de 90.

Depois do espetáculo, quando ele foi me levar em casa, desceu do carro, esperou eu destrancar o portão e me deu um abraço de despedida. Foi um abraço longo, demorado…  Eu senti algo estranho, uma angústia e perguntei o que estava acontecendo.  Ele disse que não era nada e foi embora. Eu fui dormir cismada.

No dia seguinte, no sábado, tínhamos marcado de sair com um casal de amigos. E o ponto de encontro seria a minha casa.  No entanto, esse meu namorado morava muito longe e ele costumava vir para minha casa mais cedo, no período da tarde.

Foi anoitecendo, o casal de amigos chegou e nada dele aparecer!  Já eram 8 horas da noite e comecei a ficar inquieta.  De repente, voltou-me a sensação daquele abraço da noite anterior e me deu um frio na espinha.  Ali eu soube que havia acontecido algo grave com ele.

Eu insisti para irmos até a sua casa, mas meu amigo dizia que era bobagem, que iríamos nos desencontrar (na época não havia celular e ele não tinha telefone fixo em seu apartamento).

Eu disse que se ele quisesse esperar, que poderia, mas que eu ia até o apartamento dele verificar o que tinha acontecido.  Sem alternativa, o casal de amigos entrou no meu carro e fomos juntos.

Levamos cerca de 30 minutos para chegarmos lá. Era um prédio de 4 andares, sem elevador e ele morava no último andar. Por sorte eu tinha a chave.  Subi em disparada, abri a porta rapidamente e, ao entrar, deparei-me com ele caído no chão da sala.

Ele era um rapaz de 1,98m de altura e pesava mais de 90kg.  Estava ali caído, inerte. Meu amigo verificou o pulso, constatou que ele estava vivo e começou os procedimentos de primeiros socorros (ambos eram formados em Educação Física e tinham alguma noção).

Aos poucos meu namorado foi recobrando os sentidos, porém groge,  sem conseguir se expressar ou até mesmo ficar em pé. Olhamos em volta, encontramos um caixa do medicamento Gardenal totalmente vazia, uma garrafa de whisky pela metade e uma carta de despedida.  Sim, ele havia tentado suicídio.

Era preciso levá-lo para um hospital para ser socorrido imediatamente!  Não tínhamos telefone para chamar uma ambulância e não podíamos perder tempo. Olhamos um para o outro e entendemos o que tínhamos que fazer.  Levantamos ele do chão e nós dois, meu amigo e eu, o descemos pelas escadas por 4 andares.  Até hoje me pergunto como conseguimos erguer um homem de quase 2 metros de altura e quase 100 kg, totalmente inerte. Certamente fomos amparados pela espiritualidade, pois nenhum de nós tinha força física para isso.

Entramos no carro e seguimos para o hospital mais próximo.  Ele foi atendido prontamente, fizeram lavagem estomacal, medicaram e ele ficou internado por dois dias em observação.

O médico nos disse que se não chegássemos a tempo, ele não teria resistido. E hoje tenho a certeza de que foi a espiritualidade que o salvou. Fomos um canal. Sou grata por ter ouvido minha intuição.

Rossana Bentivoglio

Maio/2018

Oração

Eu-Sou-2

Criticaram um grupo de pessoas reunidas em um posto de gasolina, orando.
Num momento crítico como esse que estamos passando, uns fazem greve; outros apoiam e vão às ruas; outros concordam, mas não saem de casa; outros oram; outros reclamam; outros criticam os grevistas; outros ficam nas redes sociais ironizando e criticando tudo e todos.
Há uma passagem da Bíblia que diz: “Mateus 18.20: Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.”
Todos sabemos (ou deveríamos saber) do poder da oração! O ato de orar nos conecta com o sagrado (seja Deus, Oxalá, Alá, Maomé, Buda, etc…). E qdo estamos conectados com o Sagrado, nossa frequência se eleva e emanamos positividade. Ao contrário, quando reclamamos, lamentamos, julgamos e criticamos nossa frequência abaixa e emitimos negatividade.
Portanto, que orem! Seja no posto de gasolina, na igreja, no quintal de casa, no trabalho, não importa! O importante é estarmos vibrando em alta frequência, afastando o medo, a raiva e fortalecendo a fé e a esperança.
Rossana Bentivoglio

Maio/2018 durante a greve dos caminhoneiros

Bruxa mirim

bruxa mirim

Recentemente reencontrei uma vizinha da minha avó.
O maior convívio que tive com ela foi entre os meus 10 e 15 anos, depois disso não nos vimos mais.
O dia que nos reencontramos e depois dela se lembrar de mim, ela disse: “você continua esotérica?”
Estranhei tal pergunta e respondi: “Dona Rosa, agora eu sou esotérica, naquela época eu era só uma criança”.
E ela contestou dizendo: “Não, você dizia umas coisas estranhas naquela época”.
Ainda estou sem saber se foi um elogio…

Maio/2018

 

AMOR PELA ETERNIDADE (UMA HISTÓRIA REAL) – Parte 2

Quando o Murilo desencarnou, em Janeiro de 1985, nem eu e nem o Wilson, que era seu melhor amigo, fomos avisados a tempo de irmos ao enterro.
Eu me negava a aceitar sua morte.
Eu não tinha visto seu corpo inerte, sem vida.
Para mim era surreal.
Algumas vezes telefonava para sua casa na esperança que ele fosse atender e, quando sua mãe, com aquela voz triste e abatida atendia, eu começava a chorar.
Foram muitos meses assim…
Em agosto de 1985 ele comunicou-se pela primeira vez, através de uma mensagem psicografada pelo próprio Wilson Natal, um médium experiente e sensível.
Nessa mensagem ele contou sobre o acidente e das sensações pós-morte.
Contou que, apesar de não poder falar, sentiu a minha presença e a do Wilson no hospital. Acreditamos que ele tenha se referido a um hospital no plano espiritual, pois sua morte foi instantânea e ele não ficou hospitalizado após o acidente.
Acho, até, que o plano astral providenciou para que eu e o Wilson não fôssemos avisados de sua morte para que guardássemos a lembrança dele cheio de vida.
Ele nos explicou que a nossa ligação – eu, o Wilson e ele, era de vidas passadas e por isso o amor que sentíamos um pelo outro e a tristeza pela sua partida tão repentina e prematura.
Ele agradeceu a visita que meus pais e o Wilson fizeram aos pais dele, levando-lhes palavras de conforto e amizade.
Ele contou que esteve presente naquele encontro e pôde sentir o abraço do pai e da mãe através dos meus pais e do Wilson.
Falou também de sua filha que acabara de nascer e da tristeza de não tê-la em seus braços. Pediu orações por ela e pelo seu pai.
Nessa mensagem ele também pediu ao Wilson para que fôssemos ao cemitério onde seu corpo havia sido enterrado e explicou:
“Vocês devem realmente ir ao cemitério. Lá vocês desmancharão os laços que os prendem a minha matéria e atarão laços ao meu espírito. É à beira da sepultura que elevamos nossos corações e pensamentos buscando aqueles que nos amam; depois, desprendidos, já não necessitamos lembrar do lugar onde está a nossa matéria, mas é bom, sempre, elevar o pensamento e saber que estamos, através de vibrações e pensamentos, junto de vocês. Que nosso espírito é livre.”
Um ano depois da sua morte, o Wilson Natal pediu minha companhia para fazer algumas coisas e, num sábado de manhã, saímos. Chegamos ao Cemitério do Araçá e fomos andando por aquelas alamedas. Como ele era um profundo conhecedor de História da Arte, ele foi me falando das esculturas e das obras sacras que preenchiam aqueles espaços sombrios.
Não me dei conta de onde estávamos indo, achei que o Wilson fosse ao túmulo de algum parente dele, mas, para minha surpresa e choque, nos deparamos como túmulo do Murilo.
Ali ele me disse: “Rô, aqui está. Fique o tempo que precisar”. E se afastou…
Com muito custo eu li a inscrição sobre a lápide, que dizia: “Murilo Cardoso Giacopini.
Nasceu em 24/05/1964
Morreu em 17/01/1985.”
Não sei quanto tempo fiquei ali parada, chorando.
Chorei, chorei até não ter mais lágrimas.
Os sentimentos que eu guardara por quase 1 ano e que estavam me sufocando, naquele momento foram dissipados, levados e lavados pelas lágrimas.
Já se passaram 29 anos e 4 meses desde a sua morte, mas hoje sei que ele está ainda mais vivo, trabalhando na seara do bem e espalhando sua luz e amor por onde passa.
Sou grata por sua amizade, por seu amor e pelos seus cuidados.
Fica na paz meu amigo de sempre.
Rossana Bentivoglio
12/05/14

 

AMOR PELA ETERNIDADE (UMA HISTÓRIA REAL) – Parte 1

Eu conheci meu primeiro namorado, o Murilo, no centro espírita da dona Zibia Gasparetto, em São Paulo. Era 1982 e nós éramos adolescentes.
Vivemos momentos maravilhosos, tínhamos um amor e um cuidado muito grande um pelo outro.
Namoramos por cerca de 3 anos.
Quando terminamos o namoro, ele conheceu outra moça, que logo engravidou.
Em janeiro de 1985, ele desencarnou num acidente de carro.
Foi um grande choque para todos, eu sofri demais.
A moça levou a gravidez adiante e seu bebê nasceu 7 meses depois de sua morte.
A mãe dele, minha ex sogra, pediu-me para levá-la para conhecer a neta que acabara de nascer… E, apesar da minha dor, eu atendi o seu pedido.
A partir de agosto de 1985, o Murilo começou a se comunicar através de mensagens psicografadas, no centro da dona Zibia Gasparetto.
Em suas mensagens ele agradecia o amor e a confiança que todos depositavam nele e em seu caráter.
Ele sentia muito por não ter tido sua filha nos braços e, em várias oportunidades, expressou seu amor por mim e explicou que já tínhamos vivido um amor em vidas passadas.
Eu guardei várias das mensagens enviadas por ele, juntamente com suas fotos e cartões de aniversário que ele havia me dado durante o nosso namoro.
Mas minha vida continuou, os anos se passaram e no final de 2013, comecei a desenvolver um tipo de mediunidade e receber mensagens através de um pêndulo e de um gráfico alfabético.
Para minha surpresa, o Murilo se manifestou, falando da alegria e da emoção de poder se comunicar comigo.
Nesse dia, peguei a pasta onde eu guardava suas mensagens psicografadas e fotos e reli cada uma, chorei de saudade e de emoção.
Dias depois, ele voltou a se comunicar e me pediu que eu encontrasse sua filha e lhe entregasse as mensagens psicografadas.
Eu não tinha a menor ideia de onde encontrar a filha dele, que eu vi somente quando nasceu e hoje está com 29 anos.
Graças à internet, fui fazendo algumas buscas e fiz contato com o irmão dele, de quem eu não tinha notícias há muitos anos.
Foi uma grande emoção nos falarmos. Sempre fui considerada a cunhada “oficial” e guardávamos muitas lembranças e saudades.
Através dele, consegui localizar a filha do Murilo, que mora na Alemanha atualmente. Consegui seu e-mail e enviei-lhe uma mensagem dizendo que tinha sido amiga de seu pai e que guardava algumas mensagens dele para ela.
Tão logo a moça recebeu meu email, me telefonou.
Com muito jeito e com receio de assustá-la, afinal não sabia se ela acreditava em vida após a morte, falei sobre as mensagens. Eu senti a presença dele naquele momento e a emoção tomou conta de nós. Ela me contou que, apesar de nunca ter conhecido o pai, sentia a presença dele em sua vida e atribuía toda a sorte que tem, a ele.

Ela me contou ainda que a cerca de quinze dias atrás ela havia pensado em desistir do emprego na Alemanha, voltar para o Brasil, pois se sentia muito só. Naquele momento,  ela rogou que se o pai a estivesse ouvindo, que enviasse algum sinal.  Pois ela sabia que ele não a desamparava. 

Foi então que recebi a primeira mensagem dele e depois a segunda, pedindo que a procurasse. 

Foi muito gratificante ter podido fazer essa ponte e dar esse presente a ela.
Enviei todas as mensagens que eu guardei por tantos anos e também as fotos. Contei-lhe sobre ele, sobre seu caráter e sua honradez e tenho certeza que hoje ela o conhece e o ama ainda mais.
Sei que tenho um amigo espiritual de muita luz que olha por mim, entende minhas aflições e me ama pela eternidade.
Há uma semana meu pai desencarnou, pensei que o dia que isso acontecesse eu fosse morrer junto, mas senti uma serenidade, uma aceitação que só posso atribuir ao amparo espiritual que recebo do Murilo e de outros amigos espirituais.
Sou grata, imensamente grata por essa benção.
Rogo a Deus que continue iluminando e amparando a todos.
Rossana Bentivoglio
04/05/2014

Retrospectiva 1

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Para quem me conheceu há algum tempo e me vê hoje, tenho certeza que percebe essas mudanças. Isso é fruto não só da maturidade inerente à idade, mas a um trabalho interior muito grande. Foi preciso sofrer e me dilacerar para criar forças e reagir, jogando fora tudo o que me fazia mal, tudo que bloqueava meus caminhos. E não pensem que são coisas externas, não… Nossos maiores obstáculos estão dentro de nós, na nossa falta de autoestima, na crença de que não somos bons, nem merecedores de prosperidade, amor e alegria. No dia que eu cheguei ao fundo do poço e gritei por socorro, admitindo minha fraqueza, minha fragilidade e reconhecendo que não seria capaz de me reerguer sozinha, nesse dia e a partir daí o Universo me trouxe as pessoas e as experiências certas para que eu pudesse extirpar todo o mal que trazia dentro de mim – frutos de traumas, de cargas energéticas, de crenças limitantes impostas desde a infância… Enfim, era muita tralha para jogar fora. E eu fui, dia a dia, soltando e liberando. Fazendo exercícios e mentalizações que me ajudaram a chegar onde estou – com a energia revitalizada, mágoas dissolvidas, traumas extirpados, autoestima revigorada, auto confiança readquirida. A cada dia me surpreendo com as conquistas que fiz, recebo recompensas por isso e a grata satisfação de viver com mais serenidade, menos ansiedade, menos apego. Quero aqui, no domingo de Páscoa, celebrar meu renascimento, minha ressurreição. Sou grata a Deus, a Jesus, Mestre Saint Germain, São Miguel Arcanjo, ao meu mentor pessoal, meu anjo guardião, meus amigos espirituais e a todos os meus amigos aqui encarnados que, de alguma forma, contribuíram para o sucesso dessa transformação. Sei que ainda colherei muitos frutos, sei que meu companheiro de jornada ainda há de chegar e sei que será em breve. Com o coração acalentado, com o conforto de um abraço e o sentimento de amor transbordando, sei que tantas outras coisas entrarão nos eixos e tudo fluirá com serenidade e alegria.
Para mim, esse é o significado da Páscoa – renascer em mim mesma.
Que todos tenham um linda Páscoa e renasçam das suas próprias cinzas.
Namastê.

Em 20/04/14

Rossana Bentivoglio

Retrospectiva

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Há exatos 3 anos eu estava negociando a compra de uma loja de cristais, do querido Renato Manaia Moreira. Foi na Páscoa de 2015! De lá para cá tanta coisa aconteceu!
Transformei a loja na A Alquimista Cristais, na rua Américo Brasiliense. Ali começou uma jornada, na qual fui adquirindo mais conhecimentos sobre os cristais, suas propriedades de cura e, em 2016, comecei a jornada de cursos do Sistema Cristais de Oz, canalizado pelo Dr. Osvaldo Coimbra Junior. Nesse ano também comecei a dar o curso Introdutório de Radiestesia e Radiônica e em seguida o curso de Cristais. Foi um período de descobrimento dessa minha habilidade e da auto confiança em transferir os conhecimentos adquiridos ao longo dessa existência e de outras.
Em abril de 2017 transferi A Alquimista Cristais para rua Sir. Alexandre Fleming, ali começou uma nova etapa, de mais visibilidade e melhor estrutura para atender os clientes. Nessa época eu já atendia com as técnicas que utilizo hoje. Já tinha uma carteira de clientes respeitável e a loja já era referência em Ribeirão Preto por
seu atendimento diferenciado, pela variedade e qualidade dos produtos, como pelo preço justo. Em dezembro de 2017 encerrei meu ciclo com a loja e iniciei carreira solo como Terapeuta Energética e ministrante de cursos e palestras. Por 4 meses sediei meus atendimentos no Núcleo Portal Cósmico, espaço abençoado da amiga-irmã Cacilda Alves, que abriu as portas da sua casa e do seu coração para me receber, assim como aos cursos que ministrei lá.
Agora, na Páscoa de 2018, mais um ciclo está se encerrando para que um novo nasça. E é nessa fase que estou sendo abraçada pela Gloria Gomes e pelo Fred Gomes, no Gaya Espaço Luz para ministrar meus cursos e pela Luana Taets e Leila Bosqueto para continuar minha jornada como Terapeuta Energética, fazendo meus atendimentos e auxiliando aqueles que me procuram.
Passaram-se apenas 3 anos desde a compra da loja, em abril de 2015 e quantas mudanças eu fiz! Mudanças físicas, de endereço e mudanças internas! Quantas vezes morri para renascer!  quantas vezes me vi sem saída e portas imensas se abriram. Só posso agradecer, só posso reverenciar cada um de vocês que passaram pelo meu caminho e me transformaram de alguma forma. Só posso agradecer a Deus por tantas oportunidades e aos seres de luz, sempre me amparando, guiando, protegendo, empurrando, puxando a orelha e acolhendo amorosamente.
Gratidão a todos que participaram dos meus cursos e palestras. Que acreditaram no meu potencial, que me incentivaram!
Novo ciclo, aqui vou eu!
Mais forte, mais estruturada, mais segura, mais empoderada!
Páscoa de 2018
Rossana Bentivoglio

Impermanência

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O aprendizado da vez é a IMPERMANÊNCIA.

Sabe aquele plano que você fez?

Aquela agenda que você programou para o primeiro semestre?

Então, eles são impermanentes.

Como é preciso desenvolver a flexibilidade e a confiança no invisível quando uma coisa acontece e vapt!, muda todos os seus planos!!!

É bom? É ruim? Isso é só julgamento.

Prefiro acreditar que, se houve mudança, foi para melhor!

Prefiro pensar que a minha fé no invisível sempre me levará pelos melhores caminhos.

Prefiro aceitar do que resistir. A resistência machuca, cansa, tira as energias e não dá garantias de que conseguiremos interromper um ciclo que precisa ser encerrado para que outro ainda melhor se inicie.

Em poucos meses precisei tomar decisões importantes, confiar no invisível, em Deus, na espiritualidade, em tudo que é sagrado para mais uma vez dar uma guinada na minha vida (a venda da loja e o foco nos atendimentos, cursos e palestras).

Agora, me vejo novamente tendo que fazer escolhas, buscar novos caminhos e ficar aberta às possibilidades.

Nessa hora vemos que não temos controle sobre nada! Que quanto mais soltamos e fluímos, mais fácil é a jornada.

Nessa hora eu lembro do que o Pai Preto me disse quando vendi a loja: “Fia, você está passando pela prova dos iniciados. Agora é hora de você provar que confia em Deus e que consegue desapegar. Se você fizer isso, dará um grande salto na sua evolução”.

Que assim seja, Pai Preto.

Eu solto, eu confio, eu entrego.

Foto de Du Zuppani que retrata bem a Impermanência. As águas das emoções fluindo e fazendo seu caminho. Nunca esse rio será igual, nunca as águas que passarão por ele serão as mesmas. Tudo é Impermanente!

Em Março/18 quando Cacilda informou que encerraria atividades de terceiros no Núcleo Portal Cósmico, onde eu atendi por 3 meses e achei que fincaria raízes.

Rossana Bentivoglio